As lições do Lazarus Group e a nova face do crime cibernético
Descubra como o Lazarus Group roubou US$ 2 bi em 2025 usando falsas vagas de emprego e como a liderança deve agir diante da nova engenharia social.

A engenharia social e os roubos bilionários em criptoativos redefinem a segurança e a liderança no cenário global.
Até que ponto podemos confiar no que vemos através de uma tela? Imagine um cenário onde um profissional de tecnologia, talentoso e em busca de novos horizontes, recebe uma proposta de emprego irrecusável pelo LinkedIn. O processo é impecável: entrevistas técnicas, desafios de código e uma marca aparentemente sólida. No entanto, o “contratante” não busca talento, mas o acesso às chaves do reino. Essa é a realidade desenhada pelo Lazarus Group, o braço cibernético da Coreia do Norte, que transformou a confiança humana no seu vetor de ataque mais lucrativo. Em um mundo onde o código é lei, a vulnerabilidade mais crítica continua sendo o indivíduo.
A sofisticação da fraude e o roubo recorde de 2025
Recentemente, o setor de ativos digitais foi sacudido por números alarmantes. De acordo com relatórios de inteligência de 2025, hackers vinculados à Coreia do Norte, majoritariamente do Lazarus Group, foram responsáveis pelo roubo de mais de US$ 2 bilhões em criptomoedas em apenas um ano. Este valor representa um aumento significativo, consolidando o grupo como uma potência em crimes financeiros digitais.
O ápice dessa ofensiva ocorreu com ataques estruturados a corretoras globais. Diferente de investidas brutas do passado, estas operações envolveram intrusões silenciosas em ambientes de desenvolvimento, explorando vulnerabilidades na infraestrutura de suprimentos de software. Como CIOs e líderes de tecnologia, precisamos questionar: estamos protegendo apenas o perímetro ou estamos monitorando a integridade de quem opera dentro dele?
Engenharia social: o cavalo de Troia moderno
Se por um lado o Lazarus Group domina técnicas complexas, por outro, eles se tornaram mestres na manipulação psicológica através da engenharia social. A campanha batizada de “Contagious Interview” (Entrevista Contagiosa) é um exemplo didático de como o crime organizado se mimetiza no ambiente corporativo.
O grupo cria empresas de fachada com sites profissionais e conteúdo gerado por Inteligência Artificial para transmitir credibilidade. O alvo são desenvolvedores de alto nível, convidados a realizar um teste técnico que exige a execução de um código malicioso. No momento em que o candidato executa o “desafio”, um malware silencioso é instalado, permitindo o roubo de credenciais.
Estamos preparados para adotar essa inovação de forma ética e sustentável quando nossos próprios processos de colaboração são usados como armas? Como essa tecnologia moldará a interação entre humanos e sistemas inteligentes?
Impactos globais e a governança necessária
A atuação desses grupos não é apenas um problema de segurança da informação; é uma questão de geopolítica.
- No Setor Público: Instituições como o TCU no Brasil e órgãos de defesa internacional têm intensificado o monitoramento para evitar que recursos roubados financiem atividades ilícitas.
- No Setor Privado: Startups e grandes indústrias estão abandonando a confiança implícita para adotar o Zero Trust.
Para entender como essas dinâmicas de poder e tecnologia afetam o mercado brasileiro, recomendo acompanhar as discussões que promovo no meu podcast Bits, onde exploramos as fronteiras da inovação e da defesa digital.
O desafio da liderança na era da incerteza
O caso do Lazarus Group nos ensina que a segurança não é um destino, mas um processo contínuo de vigilância. A tecnologia evolui, mas as motivações humanas permanecem constantes. Para os líderes, o desafio é cultivar uma cultura de ceticismo saudável sem sufocar a inovação.
O futuro já chegou — a questão é: você está pronto para liderar essa transformação? Se você deseja levar essa reflexão para sua empresa ou evento e entender como proteger sua organização através da liderança estratégica, conheça as minhas palestras e workshops. Estou pronto para ajudar seu time a navegar por essas águas complexas.
Convido você a refletir sobre como sua organização pode se preparar para essa nova era. Se quiser se aprofundar, compartilho mais sobre esse tema e estratégias de governança no meu livro Mapa da Liderança, disponível em fabioxavier.com.br.
