Palestra: Quando a IA faz tudo, o que ainda faz VOCÊ necessário?

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Você não precisa tocar a máquina. Você precisa ser o regente do sistema.

No ExpoJud Digital organizadao pela J.Ex, apresentei uma reflexão que parece desconfortável para muitos: em um mundo em que a inteligência artificial pode fazer quase tudo, o que ainda faz você necessário?

A transição que vivemos no judiciário e no setor público não é apenas técnica, mas essencialmente filosófica. Se a lógica algorítmica pode redigir minutas e organizar processos com uma velocidade sobre-humana, o valor do profissional migra da execução para a regência.

Existe uma tensão evidente entre o “paraíso” da produtividade infinita e o “inferno” da desumanização algorítmica.

Por um lado, as ferramentas de IA generativa permitem que foquemos na estratégia institucional e na entrega de valor real à sociedade.

Por outro, o risco de uma “psicose de IA” é real, a qual ocorre quando confiamos cegamente em padrões estatísticos que ignoram a sensibilidade e a alteridade indispensáveis ao ato de julgar.

Como discuti em meus textos sobre os limites da consciência artificial, a máquina é excelente em simular, mas incapaz de sentir ou possuir propósito.

A ideia 1.0 de inteligência artificial no judiciário era sobre automatizar o que era lento. A versão 2.0, que proponho agora, é sobre elevar o nível da nossa cooperação cognitiva. Não buscamos substituir o magistrado, mas libertá-lo da burocracia para que ele exerça a liderança com a empatia e o propósito que detalhei no livro “Mapa da Liderança”.

O profissional do futuro é aquele que garante que a tecnologia sirva à dignidade humana, mantendo a responsabilidade ética em um cenário de autonomia tecnológica crescente.

Para navegar nesta nova era, precisamos de diretrizes claras de conduta:
🛡️ Ética sobre eficiência: a celeridade processual nunca deve atropelar as garantias fundamentais e a análise crítica humana.
🧠 Regência consciente: aprenda a formular perguntas profundas e a auditar os resultados, em vez de apenas aceitar o que o sistema sugere.
✨ Toque humano: lembre-se de que a liderança e a justiça exigem conexão, algo que nenhuma linha de código pode reproduzir com autenticidade.

Estamos psicologicamente preparados para deixar de ser operadores de ferramentas e passarmos a ser regentes da tecnologia, ou caminhamos para uma alienação profissional sem volta?

Qual é a característica humana que você considera impossível de ser automatizada na sua função hoje?


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