O dia em que a AWS parou e o mundo percebeu que a nuvem também pode cair

A queda da AWS mostrou ao mundo que até grandes serviços de nuvem são vulneráveis e podem impactar milhões de usuários.

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O recente problema na Amazon Web Services (AWS), causado por uma falha em seu sistema de gerenciamento de DNS do #DynamoDB, não foi só um susto técnico. Foi um sinal de alerta sobre a monocultura digital.

O DynamoDB é um banco de dados crucial da #AWS. A falha, causada por dois programas automáticos que entraram em conflito, apagou registros críticos de DNS, derrubando um dos maiores centros de dados da Amazon (US-EAST-1). De repente, apps como Roblox, Duolingo e sistemas bancários pararam de funcionar.

O sistema foi tão automatizado para ser perfeito, que a falha se tornou invisível e catastrófica. Nossa dependência é tão grande que 63% da nuvem global está nas mãos de apenas 3 empresas (Amazon Web Services (AWS), Google Cloud e Microsoft Azure) e um único deslize pode levar o mundo digital ao caos.

Não basta a AWS se recuperar. As empresas precisam parar de terceirizar a responsabilidade. É hora de construir a “Arquitetura 2.0” de resiliência, assumindo que a nuvem mais confiável também pode falhar.

Trago aqui 3 lições para a sobrevivência digital:

🚫 Parar de colocar todos os ovos na mesma cesta: não dependa de uma única região ou provedor para serviços críticos.

👑 DNS é um ponto fraco: garanta que a sua camada mais básica (resolução de nomes) tenha um plano de backup externo e que não dependa 100% da infraestrutura do seu provedor.

✅ Teste o caos: simule falhas no seu ambiente para ter certeza de que sua equipe e seus sistemas sabem se recuperar quando o inevitável acontecer. Não adianta ter o melhor plano, se ele não é testado e treinado regularmente.

E você, qual é o seu plano de resiliência agora que vimos que a automação também pode falhar?

Em que ponto sua empresa ainda depende de um único “cérebro” na nuvem?