Estamos terceirizando a intuição para a inteligência artificial?

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A narrativa dominante é clara: a IA generativa será nossa salvação contra ciberataques.
O discurso onipresente fala de detecção autônoma, respostas instantâneas e firewalls que “pensam”.

Mas, no meu entender, a verdade é mais complexa.
A IA generativa não é nosso maior escudo — está se tornando nosso ponto cego mais perigoso.

Eis o paradoxo: quanto mais dependemos da IA para nos defender, menos preparados estamos para o inesperado.
Ela aprende com o passado, mas os atacantes criam no presente.

Confiar cegamente na IA para proteger nossos sistemas é como instalar sensores em todas as portas e janelas… e esquecer que o invasor pode cavar um túnel.

Não me entenda mal: a IA tem méritos reais. Automatiza tarefas repetitivas, identifica vulnerabilidades conhecidas em segundos e alivia o fardo das equipes de segurança.
Para o operacional, é uma revolução.

O risco real, porém, está na erosão da capacidade humana de investigar, questionar e antecipar.
É quando o analista vira mero operador de dashboards.
É quando a defesa vira uma caixa-preta.
E a criatividade do atacante, invisível.

No fim das contas, o maior impacto da IA generativa na cibersegurança talvez não venha de fora, mas de dentro: uma superdependência que atrofia nossa intuição e senso crítico.

Como sua equipe lida com isso?
Vocês estão fortalecendo a inteligência das máquinas… ou enfraquecendo a dos humanos?

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